Baby’s coming back!

De volta à realidade…

Não sei aos poucos que por aqui passam semanalmente, mas a ausência já estava me matando. Criar um blog, e principalmente fazer isso aqui funcionar, não é uma tarefa nada fácil.

Alguns que escrevem não levam nada a sério, mas principalmente quem está do lado de fora desse mundo é quem leva menos a sério ainda – yep, já tive discussões acalodaras por causa do assunto “profissão: blogueiro”.

O meu grande problema aqui é a periodicidade dos meus textos, não é mesmo. Já prometi dezenas de vezes, e já estou até com um estigma de político que promete e não cumpre, mas tentarei, quem sabe dessa vez com mais empenho, escrever textos por aqui diariamente. Não sei se minha rotina é certa, ou se pode ser chamada de rotina, por isso a falta de “compromisso” com o Textos Roubados.

Me empenharei em dar aos leitores ao menos uma estréia da semana nos cinemas. Não consigo ver todos os filmes. É muita coisa saindo nos cinemas, e tantas outras mais lançadas em DVD. Acompanhar é uma tarefa complicada, mas prazeirosa, e é isso que importa.

Minha ausência se deu por causa das minhas férias. Ahhh, desejadas, merecidas e aproveitadas férias. O tempo foi curto para tudo o que eu queria fazer, mas ao menos realizando parte das tarefas, algum lucro já se dá, certo?

Bem, acho que explicações à parte, tudo está em ordem, e essa meia rotina já se deve instaurar novamente na minha vida. Se bem que, final de ano é duro, hein?!hahaha… mas a gente vai se virando.

Add comment 30 30UTC Novembro 30UTC 2009

Filme em DVD: Up – Altas aventuras

Up – Altas aventuras: ultrapassando os limites da razão, da emoção e da perfeição.

Com a chegada das festas de fim de ano, e conseqüentemente as desejadas e merecidas férias da criançada, os cinemas, assim como as vídeo-locadoras nacionais, começam a aquecer os motores na tarefa de entreter seu público alvo mirim, porém bastante consumista.

Títulos como Planeta 51, O fantástico Sr. Raposo, A princesa e o sapo, Alvin e os esquilos 2 e o personagem mais vanguardista na história da animação, Astroboy, figuram entre as estréias infantis mais aguardadas para essa temporada de férias.

Por parte dos lançamentos em DVD e Blu-ray Disc, a enxurrada de títulos que está por vir, é lindamente encabeçada por Up – Altas aventuras (Up, EUA, 2009), brilhante animação da Disney/Pixar deste ano, lançada também com a tecnologia em 3D nos cinemas, e que chega agora nas locadoras apenas no tradicional 2D.

A história tem como personagem principal Carl Fredricksen, um senhor de 78 anos, que desde sua infância vive sonhando em ser um grande explorador das maravilhas que o mundo nos proporciona, especialmente as que se encontram na América do Sul.

Já em idade avançada e fragilizado com a morte de sua companheira, o agora vendedor de balões aposentado Sr. Fredricksen sente-se pressionado a vender a casa onde vive a uma construtora que acaba de reformular toda a pequena cidade onde ele mora, após receber uma intimação de um tribunal a fim de que se mude para um asilo.

A história do velhinho poderia ser um tiro nos próprios pés. Um rabugento que tem uma vida decadente, e está apenas à espera de sua morte, mas isso não seria Disney. Isso não seria Pixar. Isso não seria cinema.

A reviravolta da história de Up se deve ao garotinho Russell, um escoteiro de oito anos que precisa apenas de uma medalha de honra por ter ajudado um idoso para completar sua coleção de bottoms, e avista em Carl a chave do seu sucesso.

Enfadado com sua rotina, Carl decide sim fazer sua tão desejada viagem. Para isso, não dispensa ter consigo o único bem que lhe restou, a casa, e seu principal instrumento de trabalho, os balões. Juntando os pontos, temos o principal mote da película: uma casa que voa.

Se UpAltas aventuras fosse resumido apenas uma palavra, essa seria emoção. Quando digo emoção, não me refiro aqui apenas às aventuras em si. Somente nos cinco primeiros minutos da película, podemos vivenciar os mais diversos sabores que as mais variadas emoções podem nos propiciar. Experimentamos a dor, a felicidade,a desilusão, a descoberta do novo e até mesmo o costume ao velho.

A tecnologia 3D não faz grandes diferenças em filmes bem realizados esteticamente, como é o caso de Up, que tem trabalho repleto de minúcias, como os tecidos das roupas de Carl e Russell, a pelagem dos cães em cena, ou ainda a vivacidade das cores do grande pássaro, portanto, a perda do expectador que perdeu o filme nos cinemas e o assistirá em casa é mínima.

Após Wall•E, de 2008, era difícil de se imaginar como os estúdios de animação Pixar poderiam superar seu feito. O risco corrente era basicamente da mesma proporção. Em um, tínhamos um robozinho que dizia apenas seu próprio nome e o de sua amada. Aqui em Up – Altas aventuras, contávamos com um velho deprimentemente rabugento como personagem principal. O segredo de sucesso da Pixar Animation é a superação.

Com Up – Altas aventuras, nós podemos perceber que o cinema de animação não apenas se elevou a um novo patamar de qualidade visual, mas sim, que o gênero de filmes para toda a família, também ganhou ares de novidade, de frescor. Ele também foi reinventado. Sendo assim, o único ponto sem nó que permanece em nossa imaginação após esse longa de sucesso absoluto é: será que, assim como para Fredricksen, o céu também é o limite para a Pixar?

1 comment 30 30UTC Novembro 30UTC 2009

Filme em DVD: A onda

A onda: o fantasma do totalitarismo alemão volta assombrar.

O fatídico dia 11 de Setembro, o período entre 1914 e 1919, que marcou a Primeira Guerra Mundial, ou ainda o ainda mais temeroso período entre 1939 e 1945, que permeou a Segunda Grande Guerra, dividindo o mundo em duas partes, são exemplos irrefutáveis de que, se pensarmos com frieza, a história de um país e de uma nação, geralmente é construída sobre trágicas recordações, enquanto as boas recordações se escondem em memórias pessoais.

Apesar de tragédias assolarem a humanidade em milênios de existência, para os alemães, em especial, expor os sentimentos atuais com relação aos modos como seu país e principalmente sua nação – Hitler não seria nada sem o apoio dos alemães – recorreram para tentarem dominar e construir um mundo perfeito no século passado, é tocar em um assunto de delicadeza e profundidade extremas.

Acostumados a realizar refilmagens, os americanos puderam se ver no caminho oposto quando nesse ano, os alemães, baseados em um modesto filme feito para a TV americana da década de 80, intitulado A onda (The wave), foi tomado como ponto inicial para a produção européia homônima (Die Welle, ALE, 2008), que tem lançamento prometido para o dia 20 deste mês nas locadoras de todo Brasil.

Em A onda original, a história se passava em um colégio norte-americano, onde um professor de política tentava, através de uma fórmula quase empírica, mostrar ao grupo de alunos, como o poder de manipulação poderia afetar o poder de percepção de uma realidade mais ampla, afetando toda a sociedade.

Na refilmagem alemã, o diretor e roteirista Dennis Gansel, aproveitou para tornar a antiga e didática fita, de apenas 45 minutos, em um longa-metragem padrão, de aproximadamente 90 minutos, se apoiando não apenas numa história mais agressiva e envolvente, mas também utilizando figurinos, trilha sonora estética de filmagem e comportamento pop alemães, como podemos ver no professor Rainer Wenger (o excelente Jünger Vogel, de Adeus Lênin), assim como em seus alunos.

A história, baseada em fatos reais começa quando o descolado Rainer, inicialmente designado pela escola a dar aulas de anarquismo – matéria que o professor aparentemente domina, tendo em vista o rock’n’roll no último volume tocando no radio de seu carro no take inicial e sua camiseta surrada dos Ramones – é recolocado a lecionar os pressupostos do autoritarismo.

Como em todo o mundo, dar aulas para uma classe de adolescentes, não é de se esperar tranqüilidade, e na Alemanha não seria diferente. Para o professor Rainer explicar aos seus alunos secundários como a nação alemã aceitou a disseminação do regime totalitarista nazista no século passado, ele acaba sendo confrontado com um aluno que diz não acreditar que um regime dessa espécie poderia acontecer na atualidade.

A partir desse ponto, Rainer se sente desafiado a realizar uma atividade com o grupo: com exercícios de disciplina, o professor cria uma simulação dentro da sala de aula mostrando como o governo conseguiu convencer o povo de que as atitudes tomadas por Hitler eram corretas. Assim sendo, os alunos logo passam a aceitar as ordens dadas pelo professor, assim como na época do ditador austríaco.

Os estudantes, unidos, criam o grupo A onda, que dá nome ao filme. A simulação, que deveria acontecer apenas na sala de aula, toma forma e começa a acontecer dentro do colégio. Não feliz com o resultado, o grupo toma as ruas de uma moderna Berlim, ganhando volume e se tornando cada vez mais violenta e destrutiva.

O que Gensel consegue passar e que realmente assusta o expectador de A onda não é apenas a maneira como o nazismo pôde surgir e evoluir como um câncer na sociedade alemã, mas sim pensar que essa sombra de pensamentos totalitários encontra-se intrínseca em seres humanos como eu, como você, e que de fato, ela poderia vir à tona em uma sociedade moderna, independente de sua nacionalidade. Basta olharmos para o nosso dia-a-dia para nos convencermos de que isso pode ser real.

Add comment 13 13UTC Novembro 13UTC 2009

Estréia da semana: 500 dias com ela

500 dias com ela: a honestidade da vida real.

Assim como o trailer já prevenia quem pensava em assistir 500 dias com ela (500 days of Summer, EUA, 2009), filme com estréia prometida para essa sexta, 06, em circuito nacional, essa é sim, uma história de um garoto que conhece garota, mas diferentemente do que muitos poderiam pensar, não é uma história de amor.

Seguindo a crescente do cinema independente americano, bem representado nos últimos anos por filmes como A pequena miss sunshine, Juno, A garota ideal, entre outros, 500 dias com ela tem em comum com todos esses outros títulos citados um elemento básico para se tornar o hit da estação: um forte apelo da cultura pop.

O pop, nascido na década de oitenta, e fortificado na década passada, foi por muitos anos considerado um gênero efêmero, uma cultura perdida, de retorno financeiro imediato, e só. Mas ao contrário do que muitos taxaram, e do que tantos outros pensavam, com o passar dos anos, a cultura pop se mostrou muito mais profunda do que se poderia prever, encontrando no cinema uma forma mais do que eficiente de mostrar o poder de fogo da “popularização”.

O diretor Marc Webb, que até então tinha no currículo apenas realizações de vídeo-clipes, parece estrear com o pé direito na direção de cinema, e apesar de agora filmar para a grande tela, esteticamente não abandona totalmente o visual vídeo-clipe, que se faz constante na película.

O que mais agrada em 500 dias com ela, é a simplicidade e honestidade como tudo é realizado. Como disse no começo do texto, o próprio trailer já avisa o expectador de que nada aqui é uma história de amor. O enredo mostra a vida como ela é, ou como as pessoas devem vê-la: há amor, mas por trás desse magnífico sentimento, há a dor, a desilusão, os problemas, a dificuldade de se relacionar, de ceder, e principalmente de perdoar. Assim é a vida real, e é esse mote que é explorado aqui por Webber.

A vida do pacato Tom (Joseph Gordon-Levitt, o doutor de G.I Joe – A origem do cobra), um criador de frases para cartões das mais variadas festividades muda quando Summer (Zooey Deschanel de beleza intocável, recentemente vista em Sim senhor), a garota de seus sonhos ingressa na mesma empresa onde ele trabalha.

Aos poucos, com a ajuda de seu melhor amigo, McKenzie (Geoffrey Arend), Tom tenta desvendar quem Summer é, e quais são seus reais sentimentos pela bela e aparentemente inocente garota.

A não linearidade da película – uma opção muito inteligente adotada pela dupla de roteiristas Scott Neustadter e Michael H. Weber – é mais do que essencial para que a história se desenrole com imediatismos (mais uma prova da honestidade da fita), ao mesmo tempo em que instiga o expectador a saber de fatos passados que desencadearam conseqüências presentes.

O apelo ao melhor estilo oldie, como o vídeo dos protagonistas ainda crianças, dividindo uma tela em duas, a análise em preto e branco das estatísticas do poder de sedução desproposital de Summer, e os magníficos close-ups da bela garota quando Tom diz amar seu sorriso, seu corte de cabelo, o jeito como ela acorda, a marca em formato de coração que ela tem no colo, ou seja, amá-la de pequenas a grandes coisas, são suficientes para fazer qualquer um que se interesse pela estética cinematográfica moderna, como eu, se derreter pela eficiente edição da fita.

O figurino de boneca e a saborosa trilha sonora presentes em 500 dias com ela, parecem ser itens de série da maioria dos filmes que Zooey protagoniza. Tudo parece ser feito, se não por ela mesma, ao menos pensado para ela. Nomes clássicos como The Smiths e moderninhos como a canadense Feist e a banda indie The Doves, alimentam a alternatividade da fita.

A forma despretensiosa como Webber consegue colocar as sutilezas e crueldade da vida real para caminharem lado a lado – como na parte de expectativas e realidade, inclinando o personagem do imprevisivelmente ótimo Joseph Gordon a ser não um coitado, mas sim, um injustiçado por se apaixonar por uma pessoa que sequer acredita em amor ou destino é de  fazer o queixo cair.

Sem querer ser abusado, ou pretensioso, apostaria em 500 dias com ela, para, no mínimo, um Oscar de melhor roteiro original para 2010. Ainda é cedo? Creio que não!

Outras estréias no circuito nacional: Os fantasmas de Scrooge, O solista, Jogos mortais VI (ainda?), Código de conduta, A procura de Eric, Um lobisomem na Amazônia, Fama e Terra sonâmbula.

1 comment 6 06UTC Novembro 06UTC 2009

Filme em DVD: Inimigos públicos

Inimigos públicos: Depp mais uma vez ofusca quem o circunda.

As histórias inspiradas em fatos reais são um filão do cinema bastante em alta nos últimos anos. Talvez a tal relação de a arte imita a vida ou a vida imita a arte esteja exercendo grande influência em roteiristas e produtores de cinema, que vêem a adaptação de uma história real como um modo mais fácil de fazer a máquina da sétima arte funcionar à todo vapor.

Por um lado, esse pensamento é válido, afinal de contas, o roteiro sobreposto a uma vida, é apenas enxugado para caber em duas horas de fita. Por outro lado, essa facilidade pode ser apenas uma ilusão, afinal de contas, não é nada fácil encontrar um protagonista que, além de se assemelhar fisicamente ao personagem da vida real, também detenha um grande talento de desenvolver todo restante necessário para uma personificação sem falhas.

Phillip Seymour Hoffman pode ser considerado um exímio exemplar dessa caracterização do real, por seu papel em Capote, filme de 2005, onde interpretou o escritor norte-americano Truman Capote, fazendo-se impecável do físico aos trejeitos, passando pela maneira bucolicamente depressiva de falar. Por parte das mulheres, a última grande personificação do cinema ficou a cargo de Helen Mirrem e sua rainha da Inglaterra, trabalho que lhe rendeu, assim como a Hoffman, um Oscar pelo papel principal em um longa-metragem.

Não apenas os bons ganham suas histórias transpostas para as telonas. Em 2007, o ator Denzel Washington deu cara e vida a Frank Lucas, o primeiro grande traficante negro dos Estados Unidos, em O gângster.

Dois anos depois, agora é a vez de John Dillinger, refinado gângster que, juntamente com uma trupe de meliantes, roubavas bancos e aterrorizava todos os estados americanos da década de 30, ganhar vida no corpo de Johnny Depp em Inimigos Públicos (Public Enemies, EUA, 2009), fita com entrega prometida para 04 de Novembro em todas as vídeo-locadoras do país.

John Dillinger fez fortuna – em números atuais, seria algo em torno de 5 milhões de dólares –  e adquiriu fama no início da década de trinta com a profissão de assaltante a bancos, instituições que contavam com pouca simpatia do público na época, devido crash na bolsa de valores em 1929.

Cansado de chacotas e da crescente popularidade de Dillinger, o humilhado governo resolve contratar Melvin Purvis (um novamente apagado Christian Bale, o atual Batman), a nova cara do recentemente modificado FBI, para iniciar essa caçada ao gângster e os inimigos públicos, por todo o território nacional.

Em meio a sua conturbada trajetória de roubos, prisões e fugas, o personagem de Dillinger ganha uma humanização mais evidente quando conhece e se apaixona pela jovem e encantadora Billie Frechette (Marion Cotillard, Oscar por Piaf – Um hino ao amor), que imediatamente se torna seu porto seguro, e ao mesmo tempo seu ponto fraco.

Na fita dirigida pelo experiente Michael Mann (de Colateral), Dillinger é retratado com esmero. As semelhanças físicas entre Depp e o gângster realmente impressionam. O sorriso incógnito porém sedutor, os cabelos sempre penteados para trás, ternos de alfaiataria impecável, gosto refinado e a famosa metralhadora Thompson em mãos, dão forma a um primoroso trabalho dos caracterizadores.

Apesar dos cansativos 140 minutos de fita, Inimigos Públicos, é um excelente exemplar de que a mistura de filmes blockbuster e cinema arte podem caminhar lado a lado, e de que, apesar de ser um filme baseado em uma história real, o que deve ser levado em consideração é a maneira como Mann tenta, com sucesso, mostrar o homem cativante e simples que existia por trás de um mito como Dillinger

Add comment 3 03UTC Novembro 03UTC 2009

Filme em DVD: Transformers 2

Transformers – A vingança dos derrotados: simplesmente descomunal!

Na infância de todo ser humano, sonhos a serem realizados na fase adulta é o que constitui a maior parte da imaginação dos pequenos. Alguns sonham em ser astronauta. Outros sonham em fazer carreira como bombeiros. E há aqueles que querem desde sempre transformar ficção em realidade.

Um dos maiores nomes da atual indústria do entretenimento de Hollywood é o magnata Michael Benjamin Bay. A história de vida do diretor de cinema é simples. Começou como produtor de vídeo clipes e publicidade para grandes empresas como Nike e a Coca-cola. No ápice de sua carreira como publicitário, em 1995, dirigiu seu primeiro longa metragem, Bad Boys, um dos filmes mais caros da história do cinema. Daí em diante, sua fama e seus orçamentos só fizeram crescer.

Após grandes sucessos de bilheteria, e uma enxurrada de críticas por parte da mídia, há dois anos Michael Bay, como é conhecido, teve a oportunidade de deixar Steven Spielberg entrar em sua vida, encontrando assim, um parceiro que tivesse sonhos e orçamentos à altura de suas ambições, no caso, realizar robôs compostos de um total de 60.217 peças, que dariam origem a Transformers, um dos maiores sucessos do cinema.

Não contente em realizar um dos maiores filmes de ação de todos os tempos, Bay resolveu  agora em 2009, lançar a segunda parte das aventuras de Sam Witwichy e seu chevrolet camaro amarelo Bumblebee, que podemos conferir em Transformers – A vingança dos derrotados (Transformers – The revenge of the fallen, EUA, 2009), título já disponível em DVD.

Com a derrota dos Decepticons, leiam-se aqui os robôs maus, os Autobots, robôs do bem, assumem a missão de apoiar o exército americano em sigilo total. Sendo assim, tudo parece ter se estabilizado na vida de Sam (Shia LaBeouf, a nova sensação de Hollywood), que agora está indo para a faculdade e por isso começa um namoro à distância com a bela Mikaela (Megan Fox).

Nisso se passaram cinco ou dez minutos do filme, e assim acaba a calmaria de Transformers 2. No restante de mais de uma hora e meia de tempo total, o que vemos é pura ação. E isso poderia ser bom. Eu disse poderia.

O maior problema de Michael Bay, e digo aqui, não desrespeitando seu trabalho, mas sim o analisando, é o fato de que todos os minutos da película parecem ser o minuto final. A sensação de clímax é martelada do começo ao fim. Os vícios de Bay poderiam ser de grande proveito se analisarmos separadamente, mas o problema é que, juntos, fazem de Transformers 2 um pequeno grande estrago.

As filmagens em slow motion, os close-ups nos atores, câmeras em pleno movimento – não feitos lindamente como Paul Greengrass em O Ultimato Bourne, mas sim indiscriminadamente – os discursos amplamente nacionalistas de um presidente norte-americano, câmeras que circundam os atores e gigantescas explosões, adicionados às milhares peças de robôs, fazem o expectador literalmente perder a noção de para onde se deve olhar.

A falta de transformações – de onde vem o principal porquê do filme existir – de carros em robôs, e vice-versa também desagrada, e muito. A delonga nas cenas de ação, como por exemplo, Sam e Mikaela demorarem quase meia hora para atravessarem oitocentos metros, apelam para uma nítida falta de enredo, acobertada por uma avalanche de explosões.

Essas e outras situações só elucidam o que já é caducado na realidade e na ficção: que, por mais clichê que pareça, o menos é sempre mais.

Add comment 27 27UTC Outubro 27UTC 2009

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Lendo… “A menina que roubava livros”

A Menina que Roubava Livros (The Book Thief, no original) é um romance do escritor australiano Markus Zusak, publicado em 2006. No Brasil, ele foi lançado em Março de 2007 pela editora Intrínseca. Curiosamente narrado pela morte, o livro conta a história de Liesel Meminger, uma garota que se deparou com a detentora do fim da vida por diversas vezes ao longo da segunda grande guerra, e foi observada pela curiosa colhedora de almas em seus mais íntimos momentos. Vivendo na Alemanha nazista, Liesel enfrenta vários desafios dentre se conformar com a súbita mudança em sua família, se controlar perante Rudy Steiner e saber guardar um segredo.